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Lembro-me te ti muitas vezes. Mas no natal lembro-me mais.
Ias cortar-me um pinheiro de Natal e chegavas ao pé de mim com os teus olhos azuis iluminados de orgulho. Dizias-me sempre: “Se não gostares deste, o avô vai cortar outro”.
Talvez não seja ecologiamente correcto e hoje tenho uma árvore artificial. Mas o que eu gostava mesmo, era que continuasses a cortar-me o pinheiro mais perfeito que encontrasses.
Se calhar, não te disse tantas vezes como devia. Mas espero que saibas, aí onde estás, o lugar imenso que ocupas no meu coração. Foi um privilégio crescer ao pé de ti.
Eras doce. Tão doce e tão meu. Gosto muito de ti!
Ficaste tão orgulhoso no dia em que licenciei, que contavas a toda a gente.
Para ti, que mal tinhas a 4.ª classe, que maior orgulho poderia haver que ter uma neta “doutora de letras”?
Meu querido avô: A mãe diz que herdei algumas coisas de ti. Sou teimosa, tenho pouca paciência e fervo em pouca água....ah, e também não gosto muito de peixe! Bolas, mais valia terem sido os olhos azuis!
Tenho pena que não conheças a minha casa, tenho pena que não estejas aqui.
Até qualquer dia e feliz natal Avô*

Um comentário:

  1. Olá, Cozy#,que palavras arco-íris!Se hoje escrevesse ao meu avô, não havia nesse texto uma única frase que eu alterasse..é tão bom encontrar noutras pessoas, mesmo desconhecidas,pontos mágicos de contacto, de sincronicidades, de afinidades...xi-coração.Frederica

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